Ibatiba continua sua luta contra o mosquito da dengue, para tentar conter o aumento de casos que, mesmo assim, insistem em crescer. De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica do município, já foram confirmados, até o fechamento desta matéria, um total de 27 casos, entre os 193 casos que foram notificados à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). De acordo com a coordenadora da Vigilância, Andressa Bonela Lopes Ramos, os casos estavam mais concentrados no bairro Boa Esperança, onde estão estabilizados, mas apareceram no Brasil Novo e começaram a surgir no Lacerda.
Ela também informou que foi feito o isolamento viral, de uma das amostras enviadas para a Sesa, e foi constatado que se trata de dengue tipo 1. Esta análise se faz necessária, segundo a coordenadora, para o caso de haver uma outra epidemia, porque se for do mesmo tipo, quem pegou a doença pode não pegar, a não ser que surja um vírus do tipo 2 ou 3, que são os existentes no Brasil – lembrando que no mundo a dengue atinge até o tipo 4. “Mas se a pessoa pegar de novo não quer dizer que poderá desenvolver a dengue hemorrágica, assim como uma pessoa pode desenvolver esse tipo mais grave, mesmo sendo contaminada pela primeira vez”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Andressa salienta que tem sido intensificado o combate ao mosquito adulto, diante da situação, apesar de também continuar o combate aos focos, com o apoio da Vigilância Ambiental. Por isso, o carro fumacê está percorrendo os bairros da cidade e está chegando a UBV portátil, que é levada nas costas por um operador, para atender locais onde o carro não pode chegar. “Estamos já no 4º ciclo do fumacê e, assim que for terminado, faremos uma avaliação dos casos, para sabermos se estão aumentando ou diminuindo”, explicou.
Além disso, continuam sendo passadas orientações para a população, pois o combate não pode ter sucesso se não houver colaboração da comunidade. Também estão sendo feitas reuniões com as demais secretarias municipais e com os garis, para que auxiliem na limpeza, recolhendo todo material que possa acumular água, assim como o levantamento dos terrenos baldios existentes na cidade, onde são localizados muitos focos do mosquito. “A Vigilância Sanitária está notificando os proprietários desses terrenos, para que façam a limpeza, e até agora não precisamos acionar o Ministério Público”, disse Andressa.
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